O número de golpes envolvendo deepfakes cresce rapidamente. A tecnologia de deepfake, criada originalmente com o propósito de gerar conteúdos visuais e sonoros realistas por meio de inteligência artificial (AI), tem mostrado um lado sombrio à medida que cibercriminosos a utilizam para fins maliciosos.
A capacidade de manipular imagens, vídeos e áudios com precisão quase perfeita tem dado origem a golpes sofisticados, que estão colocando empresas e indivíduos em risco.
O uso criminoso de deepfakes está crescendo, impulsionado pelo fácil acesso a ferramentas de edição com AI e pela disseminação rápida em redes sociais. Neste artigo, exploraremos os principais golpes envolvendo deepfakes e entenderemos como eles funcionam. Saiba mais:
1. Fraude financeira
Os golpistas estão utilizando deepfakes de áudio e vídeo para enganar empresas e instituições financeiras. Cibercriminosos criam um vídeo ou áudio que imita a voz e a aparência de um executivo sênior, por exemplo, solicitando transferências financeiras urgentes a um funcionário do setor financeiro da empresa.
Em 2023, um caso amplamente divulgado mostrou uma empresa que perdeu centenas de milhares de dólares após um funcionário atender a uma ligação de um "CEO" solicitando um pagamento. Posteriormente, foi descoberto que o áudio havia sido gerado por AI, simulando com perfeição a voz e o tom do executivo.
2. Extorsão e chantagem
Outra prática crescente é o uso de deepfakes para criar conteúdos falsos comprometedores de indivíduos. Vídeos manipulados, como aqueles que simulam pessoas em situações embaraçosas ou ilegais, têm sido utilizados para extorquir dinheiro ou favores de vítimas.
Um exemplo comum é a pornografia deepfake, em que cibercriminosos fabricam vídeos pornográficos com o rosto de uma vítima. Esse material falso é então enviado à pessoa como uma forma de chantagem, exigindo pagamentos para evitar a divulgação pública.
3. Manipulação em campanhas políticas e desinformação
A manipulação de vídeos e áudios tem sido amplamente utilizada para espalhar desinformação, especialmente em contextos políticos. Deepfakes podem ser usados para colocar palavras falsas na boca de líderes, prejudicar reputações ou influenciar opiniões públicas em eleições ou crises sociais.
Em 2024, uma deepfake amplamente compartilhada simulava um líder mundial fazendo declarações polêmicas que nunca aconteceram. Apesar da falsidade ser desmascarada posteriormente, o estrago já estava feito, com a disseminação do vídeo em redes sociais impactando a percepção pública de forma significativa.
4. Roubo de identidade para abertura de contas fraudulentas
Cibercriminosos também estão utilizando deepfakes para criar identidades falsas com o objetivo de abrir contas bancárias, solicitar empréstimos ou acessar sistemas corporativos. Ao combinar deepfakes de vídeo e áudio com dados pessoais roubados, os fraudadores conseguem enganar sistemas de autenticação biométrica, como reconhecimento facial.
Com o aumento da adoção de tecnologias de verificação digital, como vídeos de "selfie" para autenticação, as empresas estão enfrentando novos desafios para garantir que estão lidando com a pessoa certa.
Como podemos ver, os ataques envolvendo deepfakes estão crescendo rapidamente. À medida que a tecnologia avança, os golpes se tornam mais sofisticados e difíceis de detectar.
Para proteger as empresas e indivíduos, é preciso adotar uma abordagem proativa: investir em tecnologia de detecção de deepfakes, estabelecer políticas internas robustas, treinar a equipe e monitorar continuamente a presença digital da organização.
Com a confiança digital em risco, empresas e indivíduos que adotarem medidas preventivas estarão mais protegidos contra fraudes e ameaças virtuais.
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